Wikipedia: é preciso confiar ... desconfiando.
O advento da internet foi uma das maiores conquistas na área da pesquisa, seja ela de que natureza for. As oportunidades advindas são incontáveis. Quando não se imaginava que pudessem surgir mais facilidades surge a Wikipedia, alardeada como a “enciclopédia virtual”.
Porém, se uma pesquisa que se pretende mais séria deve ver feita com cautela na web em geral, que dirá na dita enciclopédia. Isso porque a forma como a mesma é realizada deixa margem a um grande lastro de erros, ou seja, a vantagem de ser um local de produção intelectual eminentemente democrático não assegura que essa produção esteja isenta de erros.
É preciso, no entanto, admitir que isso não compromete a utilidade do site, visto que o mesmo se tornou uma saída imprescindível para aquelas dúvidas que surgem no meio das rodas de conversa ou para um inocente tira-teima. À parte os pesquisadores-preguiçosos-de-plantão, a Wikipedia é muito bem-vinda para quem tem olhos de ver e preguiça de menos.
Escrito por Lina de Carvalho às 18h14
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"Cineastas" da web
Assistir pela internet ao seu seriado predileto antes mesmo de o último programa ir ao ar na TV era algo inimaginável há pouquíssimo tempo. Com o advento do site que disponibiliza vídeos via web, o Youtube, isso e muitas outras coisas viraram fatos corriqueiros.
O Youtube permite a veiculação de vídeos dos mais diversos teores— desde vídeos caseiros aos filmes mais recentes— e, sendo assim, todos passaram a aderir à febre de colocar seus vídeos pessoais e desfrutar de seus minutos de fama.
Fazer um vídeo virou uma facilidade ao alcance da câmera do celular, ou seja, o aperfeiçoamento da tecnologia de celular aliado ao surgimento do Youtube foi a combinação perfeita para que toda a população passasse a exercer sua veia de "cineasta" e colocasse tudo e mais um pouco à disposição na web.O Youtube pode nos proporcionar, portanto, desde vídeos bizarros até pérolas da criatividade.
Para as celebridades, em contrapartida, o Youtube deve se constituir como a pior invenção dos últimos tempos, visto que esse levou às últimas conseqüências as possibilidades de bisbilhotar a já reduzida privacidade das estrelas.
Escrito por Lina de Carvalho às 16h45
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Ativismo via Web
A internet se configura como um instrumento que possibilitou inovações das mais diversas ordens, desde a mais corriqueira, como passar um e-mail para alguém, a conectar-se a redes mundiais de pessoas mobilizadas em torno das mesmas causas e propósitos. À essa possibilidade de utilização da web como veículo de reverberação das idéias de pessoas das mais diferentes partes do mundo chama-se web ativismo.
A web torna-se um instrumento propulsor do “ativismo glocal”, sendo os suportes hipermídias novos aliados de iniciativas que, se antes eram apenas locais, agora ganham alcance global. Um exemplo emblemático dessas iniciativas é a AGP, ou Ação Global dos Povos, rede aglutinadora de movimentos sociais das mais variadas procedências que, via internet, mobilizou protestos em várias cidades do mundo, tendo como mote as reuniões da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Dentro desse novo contexto de formação de redes via internet, os movimentos sociais também souberam utilizar o novo suporte a seu favor e ganharam corpo a partir do uso da ferramenta virtual. Um dos casos mais representativos disso é o movimento zapatista do México, surgido em 1994 na província de Chiapas e, segundo o jornalista Renan Antunes de Oliveira, talvez o primeiro grupo guerrilheiro da era da globalização.
Além de auxiliar na propagação de movimentos sociais e demais ativismos, o ativismo na web trouxe novas alternativas à maneira como o mundo é mediado pela mídia corporativa. O Centro de Mídia Independente (centro virtual de distribuição de notícias por meio de uma rede descentralizada e autônoma) é um exemplo de web ativismo voltado para veiculação de notícias de uma forma diferenciada da grande mídia.
Escrito por Lina de Carvalho às 15h44
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A polêmica do Orkut
O Orkut se tornou desde seu surgimento um dos passatempos virtuais mais utilizados, desbancando o império de blogs e fotologs. Os adeptos do Orkut vão desde crianças na mais tenra idade até senhores e senhoras de meia-idade, porém o público cativo é em sua maioria de jovens. Essa nova ferramenta (o nome Orkut deriva do nome próprio de seu criador, o turco Orkut Buyukokketen) e suas benesses viraram febre e hoje estão presentes tantos nas rodinhas de conversas mais despretenciosas como em acalourados debates acadêmicos.
A forma como o Orkut é configurado é um convite tentador à interatividade. As diversas possibilidades de interatividade (através dos fóruns, comunidades, scraps, testemunhos...) proporcionam uma rede de inter-relações imensa. Além disso, o Orkut pode servir tanto para a promoção de debates das mais diversas ordens em seus fóruns, como um instrumento de marketing pessoal ou uma poderosa janela para exercitar nosso espírito vouyerístico.
Há os otimistas que afirmam que a ferramenta aproximou as pessoas, já outros defendem que o nível de aproximação nas relações humanas agora se resume a enviar e receber scraps ou testemunhos. Há também os que afirmam que não há porque se demonizar ou sacralizar o Orkut, visto que se trata de um mero reflexo da realidade. Polêmicas à parte, não há como negar a inovação trazida pelo Orkut como ferramenta comunicacional.
Escrito por Lina de Carvalho às 14h53
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A Era do Jornalismo Digital
O jornalismo sofreu, com o surgimento e aprimoramento dos recursos da internet, uma transmutação no seu modus operandi comparável aos grandes marcos históricos de seu desenvolvimento, como a invenção da prensa e o aparecimento da televisão.
O surgimento do jornalismo digital trouxe como uma de suas conseqüências de maior efeito a possibilidade da convergência entre as mídias em plano virtual, o que influiu profundamente na forma de se produzir e irradiar as notícias. Tv, rádio, jornal e etc., todos reunidos a partir de um mesmo suporte.
A imersão dos jornalistas nesse novo meio foi a princípio tímida, pois só utilizavam o computador como uma espécie de máquina de escrever modernizada: para redigir e editar textos. Posteriormente passaram a utilizar os browsers como forma de acessar informações em bancos de dados e em sites da rede. Hoje a internet se torna uma ferramenta preponderante para o exercício de sua profissão, posto que não só os jornais atentaram para isso como as empresas de comunicação como um todo, ofertando na internet revistas eletrônicas, sites de notícias especializados, portais de notícias (como o portal da UOL, pertencente à Folha de São Paulo)...
Porém, segundo J.B.Pinho, a virtualização dos materiais de conteúdo jornalístico, apesar de ser inegavelmente um investimento, ainda não gerou divisas para as empresas de comunicação que vem investindo no webjornalismo. Isso se deve, dentro outros fatores, ao fato de esse fenômeno do jornalismo virtual ser recente e de ainda não se ter criado um modelo eficiente de cobrança da utilização desses materiais jornalísticos.
Escrito por Lina de Carvalho às 16h42
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A VEZ DOS BLOGS
Os blogs se constituem como uma das ferramentas mais representativas do espírito pós-internet. O formato simples, a gratuidade e a profusão de possibilidades de uso oferecidas formam a combinação perfeita para os usuários, ávidos por exercerem sua condição de atuantes diretos nos processos comunicacionais via internet, isto é, sem a intermediação ou controle de outrem. Não são necessárias licenças de uso, aval de editores ou qualquer outra espécie de supervisão: o internauta é o editor de si próprio, ele fala por si e responde por suas opiniões.
Os blogs tangenciam a prática jornalística desde o momento em que surgiram, visto que os jornais vislumbraram na ferramenta um instrumento para uma ampliação do seu leque de leitores—agora também leitores virtuais—e uma maior aproximação para com eles. A veiculação da informação não poderia estar, portanto, presa aos suportes impressos; daí a preocupação dos jornais tanto em disponibilizar uma versão on line de seus conteúdos, como em “incentivar” seus jornalistas a produzirem seus próprios blogs. Para que isso ocorresse, fez-se necessário uma série de mudanças no modo se fazer jornalismo e de transmitir a informação, criando-se novos paradigmas e, se poderia dizer, uma nova identidade jornalística,ou seja, a mensagem teve de se moldar ao meio.
Escrito por Lina de Carvalho às 20h36
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CONVERGIR PARA INFORMAR
Falar de convergência das mídias está na ordem do dia. A discussão em torno dessa tendência afeta as mais diversas esferas do conhecimento, visto que trata-se de uma grande mudança na maneira de lidarmos com a informação. Essa tendência se dá em face de que, com o advento da internet-- algo somente comparável ao surgimento da imprensa, para o filósofo Pierre Lévy--, houve uma espécie de síntese de todos os meios de comunicação existentes em um só: rádio, tv e impresso falam agora a mesma língua.
A união dos meios de comunicação em um único suporte acarretou uma série de mudanças no modo de se fazer jornalismo e de transmitir a informação, visto que a mensagem é moldada em consonância com as alterações do meio, fazendo referência à famosa frase do teórico da comunicação Marshall MacLuhan: "o meio é a mensagem". No bojo dessas transformações, o jornalismo on line pôde lançar mão dos artifícios disponibilizados pelo suporte virtual (como hipertextos, uso de vídeos...) para transmitir conteúdos, porém teve de reaprender uma nova linguagem, criando paradigmas mais afeitos ao formato proposto pela internet.
As benesses trazidas pela convergência das mídias, não restritas apenas ao universo do jornalismo, esbarram numa problemática que diz respeito ao que se configura como um dos desafios do século XXI: a exclusão digital. Ou seja, a mais nova maravilha criada pelo homem não pode ser, infelizmente, usufruída por todos.
Escrito por mlinacarvalho às 20h46
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